DA PEQUENA ÁFRICA ATÉ AS ESCOLAS DE SAMBA
O Rio de Janeiro, antiga capital do império, vai além de praias, monumentos naturais, pôr do sol.
Conhecer a África é um programa inesquecível para se entender como se formou esta incrível cidade de rara beleza, mas também de contrastes absurdos.
Paço Imperial
Praça XV
Praça Mauá
Largo de São Francisco da Prainha
Pedra do Sal
Cais do Valongo e da Imperatriz
Jardins Suspensos do Valongo
Cemitério dos Pretos Novos
Casa da Tia Ciata
Morro da Conceição • Praça da Harmonia
Cidade do Samba e seus barracões
Sambódromo
Escola de Samba (ensaio show )
Contato: +5521992019346
PEQUENA ÁFRICA
A Zona Portuária do Rio abrigava negros escravizados, trazidos da África pelos portugueses. Muitos chegavam mortos e eram jogados no que hoje é reconhecido como Cemitério dos Pretos Novos.
Os que sobreviviam iam para as Casas de Engorda para que pudessem ser preparados para o Mercado de Escravos.
Nesse contexto escravizado, os negros que vinham da Bahia iam construindo casas simples, pequenos templos religiosos, espaços artísticos, formando uma identidade local cultural que foi se espalhando pela zona norte da cidade.
O nome Pequena África vem da grande quantidade de negros que, com o fim da escravidão, se instalaram no local, onde já existia uma comunidade africana. Muitos sem trabalho e sofrendo diversos preconceitos, tentavam alojamento na primeira favela chamada Morro da Providência, onde abrigava também ex soldados.
O objetivo do império era transformar o Rio de Janeiro em uma Europa e logo uma população negra e pobre foi desalojada levada para os morros e subúrbios.
Foi nesse contexto africanizado que nasceram os aglomerados em torno das religiões iorubás na região central da cidade, principalmente na região da Praça Onze, onde atuavam mães e pais de santo.
Dos antigos batuques africanos nascia, também, o Samba. O Samba foi se espalhando pela zona norte passando primeiro pelo Estácio, considerado, no passado, reduto de malandros, vagabundos, olhares preconceituosos que o samba carregou durante muito tempo.
Os grupos que se reuniam, utilizavam instrumentos de sopro e percussão, surgindo os primeiros ranchos, blocos e, mais tarde, em analogia à uma escola do bairro, os primeiros professores do samba fundaram a primeira Escola de Samba do mundo, a Estácio de Sá.
Mesmo com as sucessivas tentativas do governo de maquiar a cidade, o Rio de Janeiro, hoje, tenta recuperar o que por muitos anos foi apagado:
A CULTURA AFRO DESCENDENTE.
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